Quarta-feira, Outubro 14, 2009

“Dias de Luta”

Existem dias cheios de coincidências na vida das pessoas, no meu caso alguns são sinônimos de fatos marcantes na minha vida. Dias como 12, 13, 29 e 30, não importa o mês, mas estão ligados a fatos extraordinários, loucos ou simplesmente a algo que muitos diriam impossível simplesmente ACONTECE nessas datas. Pois bem, vejamos alguns:

29 – 29/07/1974 – Dia que eu nasci
----- 29/08/1990 – Briga feia com minha mãe para que eu cortasse meu cabelo e parasse com essa coisa de ser um “roqueiro-cabeludo” (Roqueiro, sic)
----- 29/09/1990 – Viagem, Aracaju X Recife para ir ao show da Dorsal Atlântica, banda carioca liderada por Carlos Lopes*. Na época, Lopes era meu ídolo do Rock Brasil, hoje já não é ídolo e sim um amigo o que é bem melhor.
----- 29/12/1990 – Viagem Aracaju X Rio de Janeiro rumo ao Rock in Rio II*


30 – 30/03/1948 – Nascimento do meu pai
----- 30/11/2003 – Início do meu 1º namoro após o fim do meu casamento.
----- 30/11/2008 – Falecimento do meu pai (Esse post está sendo escrito).

12 – 12/10/1980 – Começo a morar em Aracaju/SE
----- 12/10/2003 – Última grande briga com minha ex-esposa


13 – 13/10/1980 – 1º dia de aula em Aracaju e ÚNICO dia no Educandário Branca de Neve.
----- 13/10/2003 – Deixei minha ex-esposa na Rodoviária Novo Rio e volto a pé para minha ex-casa no bairro de Campo Grande percorrendo 42 km da AV.Brasil em 8 horas. A caminhada se tornou a maior terapia da minha vida e até hoje provoca espanto, admiração e sorrisos na fuça de um monte de gente.


13 – 13/10/2009 – Defesa de Monografia


Coincidência ou não, a data acima calhou de ser o dia da defesa da minha monografia, não foi algo programado, apenas aconteceu e somente horas antes associei as datas. Mas vamos à defesa...

Minha monografia teve como tema o estilo jornalístico da ‘Rock Press’. Já tinha em mente os professores da minha banca de avaliação e ambos já tinham topado, mas infelizmente eles não puderam participar por indisponibilidade de tempo e tive que convidar outros dois. Um é fotografo e hoje já não é tão ligado a rock como já foi nos anos 80 e 90, porém ainda escuta um rockzinho amigo. O outro é simplesmente a LENDA VIVA DO ROCK ENTRE OS PROFESSORES. Ele sabe tudo, dos primórdios do rock nos anos 50 até as novidades do atual rock carioca, afinal, mesmo estando perto de completar 60 anos é um EXEMPLO VIVO de que não se deve acreditar que o ROCK ACABOU COM O FIM DO LED ZEPPELIN. Tal professor freqüenta até hoje o Bar Heavy Duty, um tradicional point na Rua Ceará, quase vizinho do Garage e não muito longe do acesso à Vila Mimosa.

Mesmo usando o “Plano B” para compor a banca, algo acabou sendo satisfatório: um dos professores do “Plano A” fez questão de presenciar o momento em que a banca fez a avaliação da minha pesquisa e chegou ao denominador comum, ou seja, minha nota. Parecia que aquele momento tinha um peso tão importante para alguns professores quanto para mim.

Acreditava que a apresentação da monografia seria moleza, que o difícil seria a PORRA DO DESENSENVOLVIMENTO DOS CONCEITOS TEÓRICOS. Mas “ENFIM” essa minha crença foi uma doce ilusão e eu fiquei bem nervoso na apresentação, em especial com a presença de um professor que se ofereceu para acompanhar, mas que até foi útil. PORÉM, mesmo com minha timidez e até sofrendo uma pequena dor de barriga minutos antes da apresentação fui muito seguro em meus argumentos quando questionado pela banca.

Um prof. questionou como AUSÊNCIA INCONTESTÁVEL o fato de não haver citações ao ENORME DJ “BIG BOY” (Para o “BIG” toda redundância é pouca).
Respondi que na primeira versão da mono existiu um capítulo inteiro sobre a irreverência do rock nas rádios do Brasil e tanto o GIGANTE “BIG BOY”, a Fluminense-FM e até mesmo a Rádio Cidade tiveram espaço no capítulo deletado (já existiu inteligencia na Rádio Cidade. “Ô Rádio Cidade, volte a ser Dance”!) A cobrança do Prof. mostrou que eu estava certo na primeira mono.

Finalizada a apresentação e questionamentos, sai de sala e vieram os minutos intermináveis de espera. Aguardei no corredor enquanto era avaliado. Andei de um lado por outro do corredor, até ser chamado para o veredicto:
“ A banca Classificou o trabalho como oportuno e bla, bla, bla...”
Nota:
8,5
Rio de Janeiro – 13 de Outubro de 2009

Da onde nasci até onde mais vivi!

Apresentada a nota, não saí soltando fogos, chutando baldes, dando a bunda pra geral. Não saí abraçando e tirando fotos com professores, foram os mestres é que vieram me cumprimentar e espalhar a noticia pelo campus: “Esse é o nosso mais novo formando, rsrs...” também não saí enchendo a cara. Contudo, almoçei no rodízio de pizza, pois me sentia LITERALMENTE LEVE.
Uma coisa já tinha decidido: no dia da defesa da monografia voltaria pra casa a pé, o que não sabia é que seria num dia 13 e muito menos que estaria no bairro de Irajá onde nasci.
Fui a Irajá tomar açaí com uma “Paulistana de Aracaju” e ao lembra da caminhada pensei: “Caramba, vou voltar pra casa caminhando do bairro que nasci até o bairro onde mais vivi, e o curioso justamente no dia que se completou seis anos que caminhei 42 km na Av. Brasil”.


Saí de Irajá pouco antes das 22 hs e cheguei em Marechal Hermes às 23:20 hs. Andei por algumas das principiais ruas e avenidas da Zona Norte, o tempo total foi de 1h 25 minutos, e assim comemorei minha conclusão de monografia. E o que faz essa comemoração especial? SIMPLES, a certeza que continuarei buscando o diferencial que me faz ser quem gosto de ser. Sei que as pessoas me vem como um chato, radical, teimoso e um paraÍba (nesse caso com a letra I). Mas na verdade tento ser apenas um persistente, engraçado, autentico...

* Hoje qualquer “dimenor” faz viagem interestadual sem stress, mas até o inicio dos anos 90 menores de 18 anos só viajava com autorização dos pais junto ao juizado de menores.

Em Tempo: Próxima semana tem post sobre a viagem a Aracaju/SE em 2006/07. Estou perto de finalizar toda a história.

Trilha sonora do post: Irá! "Dias de Luta"

Só depois de muito tempo
Fui entender aquele homem
Eu queria ouvir muito
Mas ele me disse pouco...

Quando se sabe ouvir
Não precisam muitas palavras
Muito tempo eu levei
Prá entender que nada sei
Que nada sei!...

Só depois de muito tempo
Comecei a entender
Como será meu futuro
Como será o seu...

Se meu filho nem nasceu
Eu ainda sou o filho
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?
Cantar depois!...

Se sou eu ainda jovem
Passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?...

Só depois de muito tempo
Comecei a refletir
Nos meus dias de paz
Nos meus dias de luta...

Se sou eu ainda jovem
Passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?...(2x)

Cantar depois!...

Namastê
Michael “mais Gonzo ainda” Meneses!

Sexta-feira, Novembro 28, 2008

Diário de Viagem de um Parayba – Parte 10

29 – 12 -2006 – Finalmente um festival de rock sergipano!
Fim de tarde em Itabaiana. Tomei o rumo de Aracaju, empolgado pelo AJU ROCK FEST 2 da noite que estava chegando. Seria o primeiro festival de rock em Sergipe 16 anos após ver os brasilienses BSB-H (Banda crossover dos anos 80/90) no Rock In Bica 3 que aconteceu no Festival de Artes de São Cristóvão/SE (3ª cidade mais antiga do Brasil) em 22/12/1990 e dias antes de voltar para o Rio. O fato de saber do AJU ROCK FEST quase um mês antes de ter a certeza de ir a Aracaju, colocou o evento em minha programação e estava bastante eufórico pela noite. Era um encontro tipo: “Criador (Cena Rock Sergipana) e Criatura (Eu)”!
A Cena Rock Sergipana Cresceu!
O Rock in Bica marcou, por ter sido meu último encontro com boa parte da cena Rock Sergipana, pois passado o show do BSB-H tive pouco contato com a cena e em menos de uma semana estava partindo em busca de um sonho chamado Rock in Rio 2. A idéia inicial era só o festival, mas sempre existiu o desejo em voltar a morar em minha cidade natal, o que acabou acontecendo.

Cheguei a Aracaju no início da noite desci do ônibus perto da Rádio/TV Aperipe (filiada a TV Cultura). Fui caminhado pela AV. Rio de Janeiro até a casa da minha tia, faltando umas 3 quadras para chegar tropecei num barbante e cai bonito, aliás bonito não, cai feio, fui catando cavaco e aranhei perfeitamente os joelhos, proporcionando um belo estrago. Tomei banho, fiz curativo nos joelhos e fui ao encontro do Adelvan no mesmo Bat-Ponto-de-Encontro e seguimos ao AJU ROCK FEST. No carro havia um outro rapaz indo ao show.


Se na virada das décadas de 80/90 um show com bandas locais em Aracaju lotasse um ônibus como disse com orgulho o meu falecido amigo José Mateus (o popular Bruxo), seria considerado casa cheia, agora a coisa estava no mínimo quadruplicada se comparadas àqueles tempos. Outra coisa que despertou minha atenção e até comentei com Silvio Campos, vocalista da Karne Krua, foi que antes dava para contar nos dedos as garotas atuantes no rock sergipano, agora o numero de garotas era bem maior.

O evento aconteceu na ATPN um clube localizado em frente à Praia de Atalaia e ao lado do SESC onde fiz natação e freqüentava a piscina nos anos 80. O evento já rolava e umas 4 bandas tinham tocado, pelo que lembro o Rotten Horror encerrava seu show quando cheguei. Hoje tenho contato com a banda pela rede. A ATPN era espaçosa e o público se dividia em variados estilos, só lamentei que não tivesse um representante heavy e/ou que o público presente não representasse diretamente o estilo, mas isso é o meu ponto de vista, que é a visão de quem defende a união de todos os ritmos do rock.

Triste Fim de Rosilene
A primeira banda que vi foi a Triste Fim de Rosilene, já conhecia de nome, mas não sabia que era de Sergipe, qual era o estilo e muito menos que a banda tinha uma mulher no vocal, achei seu show/som surpreendente.





Reencontrando um velho amigo - Fúria!
Entre um show e outro ficava perto do stand de cds do Silvio Campos ou degustando os hambúrgueres de soja do Stand do pessoal da Triste Fim de Rosilene. Em certo momento enquanto conversava com Adelvan vi uma figura de rosto familiar passar por mim, foi ai que o Adelvan comentou: “Você conheceu o Fúria, olha ele ai”?! Fui atrás do Fúria, bastou um tapinha em seu ombro para ele olhar para trás e me reconhecer na hora:

Fúria - “Michael onde tu tava esse tempo todo!!??”
Eu – “Estou morando no Rio desde 1991”
Fúria – E como eu não te achei lá!??”


Conheci Fúria no final dos anos 80, era e ainda é um sujeito engajado com o anarquismo, rock, poesia e artes em geral, dizia que nunca trabalharia para não beneficiar o capitalismo dos patrões, porem agora trabalhava num dos espaços mais legais de Aracaju, a livraria Poeysi. Lá aconteciam shows alternativos, venda de livros, HQs, cds, vinis e material artístico sergipano... Enfim um lugar tudo a ver com ele. Nota: Infelizmente em meados de 2008 a Poyesi fechou as portas, uma pena, o local era show de bola, alias de cultura.

Fúria contou que morou um tempo em Nova Campina (Duque de Caxias/RJ), encheu a boca ao perguntar se eu tinha ido ao show do Napalm Death(2004). Afirmei, e ele indagou como não me viu. Até eu me perguntei! Seria fácil ter me visto, pois fotografei o show da beira do palco e em outros momentos sentado no palco de cara para o Barney(Vocal). Também tínhamos amigos em comum e embora eu nunca tendo ido, várias bandas de amigos meus tocavam direto em Nova Campina. Realmente não sei como não nos encontramos aqui no Rio.Fúria me apresentou sua então namorada e hoje ex-namorada, com certo orgulho de me apresentar como alguém que de certa forma viveu o início da consolidação da cena rock Sergipana no final dos anos 80 inicio dos 90.

Catarro(RN)
Dias antes do AJU ROCK FEST, o Athos Moura baixista do Ataque Periférico(RJ), comentou em meu flog: “Nossa, Triste Fim de Roselene e Catarro no mesmo show. FODA!” A banda saiu de Mossoró no Rio Grande do Norte na turnê “Sem Ter Onde Cair Morto” e percorreu parte do nordeste com um crust sujo e visual porra-louca. Ao final do set comprei a camisa da tour (valeu pelo desconto!) e recebi uma edição do Thashit Vol 1 compilação Zine/Cd com Catarro, XReverX e Ternura, a iniciativa do cd foi tão legal que mencionei na minha lista dos melhores cds do ano no Portal Rock Press. Alem disso tenho usado uma foto que fiz nesse show nas aulas de fotografia que leciono nos cursos da Estácio de Sá.Recentemente o Catarro fez uma tour pelo Brasil com dois shows no Rio, um deles no Parada Obrigatória em Bangu, logicamente não perdi.


Perdeu a Língua!
Das bandas que conheci no AJU ROCK FEST uma posso dizer ADOREI!! Essa foi o Perdeu a Língua. Ela honra seu o nome, por não ter vocalista, ou seja, é uma banda de rock instrumental para muito bacana. Recebeu meu voto de revelação do ano na minha seleção de melhores de 2007 na Rock Press.

Band of a Friend
Essa é mais uma banda com Babalu na bateria, músico que só nessa noite já havia tocado no Perdeu a Língua!, Triste Fim de Rosilene, na época ainda tocava na Karne Krua. Das bandas que vi no festival essa foi a que menos gostei, a banda não é ruim, só achei melódica demais para o meu gosto.

Snooze
Fazia anos que conhecia a banda, fitas demos e discos de fino bom gosto lhe proporcionaram boas resenhas ao longo de sua história nos mais variados veículos alternativos do Brasil. Coube ao Adelvan me apresentar aos caras da banda. Trocamos idéias sobre vários assuntos e recebi o então ultimo cd da banda. O show foi bem legal, e ainda ouvir um dos musicos levantar uma latinha de cerveja e dizer: “Tá quente, mas não ligo não, eu tomo café quente e não reclamo” Adorei, tanto que eventualmente falo isso.

Rockassetes
Outra Banda que só conhecia de nome. Rockassetes embora seja de Sergipe é radicada em SP, não cheguei a ver todo show. Hoje tenho um cd deles que descolei na Freedom (Loja do Silvio da Karne Krua). Embora ainda com publico a ATPN já apresentava espaços vazios, quando formos embora, na volta Adelvan deu carona ao Silvio e esposa.

Contatos
Nos anos 80 a FM Atalaia(SE) tinha um programa mela-cueca nas tardes de sábados onde ouvintes enviavam poesias para serem recitadas no AR. Por conta da ultima atividade do dia optei pelo titulo do programa nesse sub-titulo.

Ao chegar já de madrugada em casa entrei no MSN e recebi uma solicitação de adição no MSN. Reconheci o e-mail, mas não lembrava de quem era. Aceitei, ela se apresentou e GELEI com a descoberta... Para saber o antes e depois da historia leia: MULHERES À LA CARTE!

Aos que não querem saber da historia vou resumir. Quem acompanha os causos reais aqui no blog desde seu início(final de 2003) lembrar de uma fase em que amei, sofri, e passado o sofrimento veio o medo. Medo que durou bom tempo, sendo mais exato, só superado no último 15/10, exatos três anos e oito meses após do fim do namoro em 15/2/2004. A solicitação de MSN foi feita pelo relacionamento em questão. O resto da história ta no link acima.

NAMASTÊ
MICHAEL MENESES!

Domingo, Setembro 21, 2008

Diário de Viagem de um Parayba – Parte 9

28/12/2008 – Campo do Brito e Itabaiana


Pela manhã fui a Campo do Brito e voltei à Itabaiana às 15 hs. Tinha combinado com Lorena de fazer umas fotos da Vila Olímpica, marquei com ela na por volta das 16 horas, esperei um bom tempo, estava maior sol e ela não apareceu, depois me alegou que tava “naqueles dias” e não se sentia bem.

O jogo do ano...
A última vez que vi o Itabaiana jogar foi na final do campeonato sergipano de 1985 em jogo contra o Sergipe no Estádio do Batistão em Aracaju, o titulo ficou com o time rubro e o tricolor da serra amargou 15 anos sem caneco. Ao resolver passar férias em Sergipe, algumas coisas estavam certas e na medida do possível iria fazê-las, uma delas era assistir um jogo do Itabaiana. Para isso bastava ter um, algo meio difícil de acontecer, pois estávamos praticamente no final do ano. Por sorte um, amistoso aconteceu e lá fui ver o Itabaiana jogar.

Antes de sair da casa de minha tia para o jogo fiquei conversando com meu primo Testa, um FLAMENGUISTA FLANÁTICO. Ele tem até foto 10X15 emoldurada e pendurada na parede ao lado do jogador Bebeto quando o mesmo foi ídolo do FLAMENGÃO nos anos 80.

Na noite anterior durante o coquetel, foi sugerido que assistíssemos ao jogo nas cadeiras-especiais, seria até melhor para as fotos, porém ninguém ficou. Geral foi para a arquibancada. Acabei comprando ingresso de especial que custava 10 Reais, paguei com uma nota de 50 Reais e esqueci o troco, todavia o bilheteiro me gritou e voltei para buscar meu troco. VALEU BILHETEIRO, VOCÊ É A PROVA QUE EXISTE VIDA HONESTA EM ITABAIANA!
Preliminar: Botafogo/SE X Mastres do Itabaiana





Entrei no setor das cadeiras-especiais e o craque Justinho que conversava com outro senhor sobre a capacidade do estádio do Itabaiana e veio falar comigo, fiquei até lisonjeado com o momento e me perguntou:
“Meu filho como é essa historia de você morar no Rio e torcer pelo Itabaiana?”

Respondi o de sempre falando que era filho de sergipana e tal, em seguida ele me perguntou uma coisa que não tive resposta convincente, mesmo porque essa RESPOSTA NÃO EXISTE:

“Meu filho me responde uma coisa, como é que o Flamengo com aquela torcida toda não ter um estádio?”

Recebi passe livre para fazer as fotos no gramado e com isso fotografei um jogo de futebol pela primeira vez na vida.




Porém, o jogo só começaria depois que o então e hoje ex-governador João Alves (aquele que nomeou a ponte ZÉ PEIXE com o próprio nome) chega-se ao estádio e inaugurasse ao lado do ex-prefeito o novo sistema de iluminação do Estádio, que incluíram novos refletores, placares eletrônicos e novas cabines de radio, mas ambos demoraram a chegar ao estádio.

Toda espera tem seu fim. Os políticos chegaram e sem demora puxaram as fitas e as luzes foram inauguradas. Os ex-políticos desceram a escada das especiais para posar para as fotos e nessa hora, o governador meio que se apoiou em meu ombro para descer as escadas. EU JURO QUE A PRIMEIRA COISA QUE PENSEI FOI PUXAR O MEU OMBRO E COM ISSO FAZER O GOVERNADOR CAIR! Se tivesse feito isso e se o governador não se machucasse feio e nem ter feito ninguém se machucar, teria MAIS UMA DESSAS HISTÓRIAS, LINDAS E ÚNICAS PARA CONTAR! Tipo:
“SE FODE AÍ! - O DIA QUE MICHAEL MENESES DERRUBOU O GOVERNADOR DE SERGIPE!”
Enfim, eles posaram para os fotógrafos e cinegrafistas, foram embora e o jogo começou com uma linda iluminação, mas isso foi por pouco tempo...

Política em Sergipe é como nos EUA, só existem dois lados Oposição X Situação, e O RESTO NÃO CONTA! Sendo assim os eleitores presentes no estádio ou eram favoráveis aos políticos que estiveram presentes ou radicalmente contra a eles.



Atletico de Alagoinhas/BA no Aquecimento!

Logo o jogo começou, e por volta de 15 minutos a iluminação foi por brejo e parte do ESTÁDIO FICA ÀS ESCURAS.
Minutos depois a luz volta e o jogo também, porém logo um novo apagão. Dessa vez com a parte que ficou acessa antes. Não lembro quantas vezes à iluminação foi e voltou, mas alguém teve a idéia de usar cerca de 50% da nova iluminação do estádio e o ainda primeiro tempo seguiu sem problemas.


O apagão não foi de todo ruim, pois foi engraçado ter o privilégio de ouvir um torcedor ironizar a situação gritando que tinha sido a prefeita da situação que tinha mandando apagar a iluminação. Rsrsrs...

Itabaiana no Ataque!
Sobre o jogo o Itabaiana não foi bem, ainda estava se entrosando e acabou perdendo por 2 X 0. Por acreditar o jogo todo na vitória do tricolor, assisti o jogo dos dois lados do Gramado, pois tinha a esperança de fotografar os gols do Itabaiana, o que não aconteceu. Por outro lado teve um torcedor que me reconheceu do evento na CDL e me pediu para fazer uma foto dele para eu trazer aqui para o Rio, ou as piadas de um dos torcedores que estava atrás do gol no segundo tempo e disse:
“Ai hein fotografo?! Só tirando foto do gol, mas ta difícil, se você depender de gol do Itabaiana para ganhar dinheiro, você tá lascado!”
Com o fim do jogo vou me despedir do povo em especial das rádios e na hora que fui dar um tchau para o pessoal da Radio Princesa da Serra, quase pago o mico de entrar na cabine com locutor no AR e dando as palavras finais do jogo! Já com Roberto Carioca da Rádio Capital do Agreste, o mesmo agendou comigo uma entrevista para o dia seguinte ao meio dia.

ELENCO DO JOGO E BASE DA TEMPORADA 2007!

Eu, Lorena e sua mãe D.Silvia fomos embora e paramos para pastéis com caldo no trailer em frente ao estádio e fui para casa da minha tia (apenas um quarteirão do estádio). Já em frente à casa de minha tia, D.Silvia falou que minha camisa do Itabaiana era antiga e iria lavar a dela para me dar uma mais recente e assim tenho camisas do Itabaiana das temporadas de 1997 e 2006.

29 – 12 -2008 - The Day After...
Passei parte da manhã esperando a entrevista com Roberto Carioca na Rádio Capital do Agreste e aproveitei para ir à uma lan-hause, ver como estavam as coisas no mundo virtual e lembro de dois papos pelo MSN:
1- Silvia, a menina mais bonita de BH, me contou que devido à violência no Rio, a família dela que planejava passar o revellión no Rio tinha desistido.
2- Um amigo perguntava se eu tava pegando muita mulher em Sergipe, e disse que eu tinha que honrar os cariocas, pois no geral quando um carioca chega em qualquer lugar arrebenta. Respondi que até aquele momento só tinha dado uns beijos. O curioso é que enquanto falava com ele, eu também falava com a menina que levei para cama em minha primeira noite de volta ao Rio! Rsrsrs...

Ao meio-dia fui a Rádio Capital do Agreste para a entrevista com Roberto Carioca e lá pude conversar melhor com ele sobre política, futebol, Itabaiana, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro,Jornalismo, Orkut e Radialismo. Roberto Carioca disse que conhecia por nomes alguns locutores do Rio, já que muitos programas, em especial jogos de futebol, são transmitidos para o Brasil. Dos locutores que são professores da Estácio de Sá, ele reconheceu Francisco Aielo da Rádio Globo. Roberto Carioca além de esporte também fazia o jornalismo policial e cidade, e me convidou para uma volta pela cidade para apurarmos os fatos itabaianenses. Entramos no carro da rádio e partimos. Primeira parada entrega uma promoção para uma ouvinte premida com de vale-butijão de gás. Gostei daquilo, era uma espécie de periferia de Itabaiana em uma rua sem asfalto, quase sem nome, e algumas casas nem números tinham. Foi até difícil de achar a casa da felizarda.

No carro uma entrevista ou debate com a prefeita da cidade onde a mesma comentava como seria as festas de final de ano na cidade, e também classificou como vergonhosa a inaugurarão da nova iluminação do Estádio do Itabaiana, obviamente que ela é (ou era) oposição aos políticos que “deram a luz” no estádio na noite anterior.

Seguimos para o centro de Itabaiana e paramos na Praça da Matriz. Ele sai do carro por alguns minutos, mas mal saiu do carro voltou e me contou que aquela praça era o centro de Itabaiana, logo o centro de Sergipe.

Naquele momento EU VIAJEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII...
Meu lado místico foi acionado, refletia comigo sobre o fato daquela Pça ter sido o palco do meu primeiro beijo 30 anos antes, tipo:

Por que certas coisas só acontecem comigo?
Por que minha vida parece sempre um filme?
Por que eu sou tão raro assim?


Seguimos até à delegacia da cidade, fazer o ronda policial e lá “conheci” alguns dos procurados pela polícia local pelas fotos fixadas na parede. Estacionados em frente à delegacia, Roberto Carioca faz as chamadas do noticiário policial e esportivo, e após fazer seus comentários sobre o jogo da noite anterior ele me entrevistou. Na entrevista dei meus pontos de vista da partida, falei sobre a comunidade que criei no Orkut para o Itabaiana mesmo morando no Rio de Janeiro e aproveitei para convidar os ouvintes para participar da comunidade.

Finalizado o papo, fiquei próximo à casa de minha tia e de lá segui para Campo do Brito na esperança de ir com meu primo ao AJU ROCK FEST II. Meu primo acabou desistindo de ir e eu voltei sozinho para Aracaju, para o tão aguardado evento de rock na capital Sergipana, mas isso fica para o próximo capitulo...



Namastê!
Michael Meneses!

Terça-feira, Agosto 26, 2008

Diário de Viagem de um Parayba – Parte 8

27/12/2006 - ITABAIANA/SE - Solenidade com a Associação Olímpica Itabaiana, primeiras noites dormidas (ou não) em Itabaiana, Ônibus incendiado...



Subúrbio Carioca em Solenidade de Posse de Diretoria do Itabaiana/SE
Finalizado o treino voltei à casa de tia Maria. Antes, parada para pastéis com caldo de cana num trailer em frente ao estádio, pastel assim é tudo de bom, igual a pastel de feira, não tem melhor. Tomei banho, jantei deliciosamente cuzcuz, café e pão com queijo... Fui ao encontro da Guia-Lorena e partimos ao evento de posse da nova diretoria da Associação Olímpica Itabaiana, no auditório do Clube dos Diretores Lojistas (CDL) da cidade. No caminho passamos pelo mais importante colégio da cidade, o Murilo Braga, e minha mãe estudou nele e o avó de Lorena lecionou Latim. Uma vez vi a caderneta escolar da minha mãe e lá constava aulas de Latim, pensei: “Será que o avô de Lorena foi prof. da minha mãe?” Dizem que o mundo é pequeno, se for verdade Itabaiana é menor ainda. Mas não acredito num mundo pequeno, para mim o mundo é grande, mas FAÇO o mundo ser pequeno para girar ao MEU redor.

Na CDL fui apresentado ao então presidente do Itabaiana algo tipo:
Lorena: Oi!
Presidente: Olá menina!
Lorena: Lembra que lhe falei que tinha um torcedor do Itabaiana no Rio de Janeiro que tinha feito à comunidade do time na internet? Ele é esse aqui ó.


Todo mundo se espantava: “Como assim você é do Rio e torce para o Itabaiana?” Falava da minha família e o povo entendia o fato de ser Tricolor da Serra! Conversei com o presidente e ele me agradeceu e perguntou onde eu morava no Rio, ao saber que era em Mal Hermes me disse que morou em Nova Iguaçu e passava diariamente por Marechal, em seguida me apresentou ao novo e atual presidente do Clube e à Lorena a um dos goleiros do time.
Nesse momento um senhor entra no auditório vestido com uma camisa do Flamengo (fato normal em qualquer lugar do mundo) e o então presidente diz:
“O fulano que camisa é essa?” Comentei que a camisa era bonita e o presidente diz: “Camisa bonita é essa!” E aponta para uma camisa do Itabaiana.

A ficha caiu e pela primeira vez em muito tempo estava num ambiente onde as pessoas tinham FLAMENGÃO, viasco, bostafogo, fluminado, palmedas... como segundo time e não primeiro como é o costume. Naquele local a certeza era quase que unânime, o ITABAIANA ERA O MELHOR TIME DO MUNDO!

Eu, Lorena e o goleiro nos acomodamos à espera do inicio, percebi que iria produzir melhores fotos longe dos assentos e fiquei em pé. O auditório encheu de torcedores, jornalistas, políticos, atletas, ex-atletas e personalidade locais.

O evento teve início e o Presidente fez um balanço da sua gestão, conquistas, finanças... Em certo momento um senhor o interrompe e lembra que ele esqueceu da (então) recente conquista do clube o título da Copa do Governador 2006, passaporte para o time disputar a Copa do Brasil 2007. O senhor era o maior Ídolo da história do time, o craque Justinho.
O Pres. concordou e acrescentou que o time disputou Copa SP de Juniores.

Além da apresentação da nova diretoria, comissão técnica e elenco 2007, uniforme e foi apresentada a novidade do clube. O Site do Itabaiana.
Os criadores foram exibindo o site e explicaram que o mesmo não era só do time, mas sim da história da cidade, e assim descobri que Itabaiana tem a MAIS ANTIGA FILARMONICA DO BRASIL EM ATIVIDADE.

Os webmasters comentaram que graças ao site, itabaianenses que moram em outras cidades e até nos EUA entraram em contato buscando notícias da terra da cebola. E então fui apresentado aos presentes, mais ou menos assim:

Webmaster: “Inclusive gostaria de mencionar que temos a ilustre presença do criador da comunidade do Itabaiana no orkut, ele é carioca e mesmo morando no Rio de Janeiro criou uma comunidade no Orkut para o nosso time”

Havia cerca de 200 pessoas no local, estendi um dos braços fazendo sinalzinho da paz e recebi calorosas palmas, acho que a maior de todo o evento e novamente provocou aquele questionamento nos presentes: Como pode alguém torcer pelo Itabaiana morando no Rio de janeiro?


Finalizado o evento, geral foi convidado para o jogo da noite seguinte: ITABAIANA/SE X Atlético de Alagoinhas/BA. Ocasião da inauguração da nova iluminação do estádio. As pessoas já se retirando do local, ou em direção ao coquetel oferecido pelo clube, quando um senhor de no mínimo 60 anos veio lá do fundo em minha direção, me cumprimentou e disse que ao saber que eu era do Rio e torcedor do Itabaiana, tinha sido o motivo das palmas mais fortes que ele bateu no evento. Não teve jogador, site, político ou outra coisa que o fizesse bater palmas mais forte. Um misto de orgulho e felicidade estampava o sorriso daquele senhor. Viver aquilo mexe com o MEU EGO até hoje e compensou as críticas por criar a comunidade no Orkut do Itabaiana, como ser chamado de MALUCO e as raras participações no inicio da comunidade.


No coquetel, só usufruir de refrigerantes. Na dúvida é melhor não ariscar e comer um salgado com cara de bolinha de queijo, mas recheado de animais mortos. Conversei com o João Batista do site
SE LIGUE meu portal de notícias de Itabaiana no Rio, e com radialistas das principais rádios da cidade, a Princesa da Serra e Capital do Agreste que me convidaram para entrevistas, um deles era Roberto Carioca que tem Carioca como apelido por ser de Nova Iguaçu, ou seja, subúrbio do Rio sempre presente.

Finalizado o coquetel levei Lorena em casa, e ela parecia mais preocupada com a minha segurança do que eu com a dela. Eram por volta das 23 hs, basicamente a cidade dormia, coisa típica do interior, nem barulho de TV ouvia-se e apenas um ou outro barzinho aberto, mesmo assim com poucos clientes. No portão de casa, Lorena ficou inquieta com dois adolescentes correndo na esquina. Eu não tava nem ai! Afinal moro no Rio de Janeiro e não vejo essa violência toda que dizem existir na cidade maravilhosa. Como já contei aqui na série da viagem a Sergipe, se teve uma coisa que fiz em Sergipe foi desmistificar que o Rio é um lugar violento, e confesso que estava conseguindo mostrar que essa violência toda é coisa da mídia (e é mesmo), porém...

Ônibus incendiado...

Voltei para casa da minha tia, a principio a idéia era dormir na cidade vizinha de Campo do Brito, mas àquela hora já não havia transporte e optei por Itabaiana depois de quase 20 anos sem dormir na cidade. Tive que acordar minha tia para abrir a porta e da calçada ouvia o som de um rádio meio fora de sintonia tocando música. Fui dormir no sofá, fazia calor e por isso a porta do quintal ficou aberta para ventilar a casa, por conta disso fiquei paranóico de algum bicho tipo escorpião, aranha... Me morder enquanto dormia, mesmo com calor me enrolei ao maximo por medo. O grande barato da noite foi que voltei no tempo rumo aos anos 80 quando minha mãe me levava para Itabaiana e dormia por lá ouvindo o rádio do meu primo Testa a noite toda, sempre meio fora de sintonia. Aquilo provava que alguns sentimentos não mudam com os anos ou com os aparatos tecnológicos. Mas como estava dizendo...
De certo modo conseguia desmistificar a imagem violenta do Rio. Mas foi ai que dormindo e acordando o tempo todo ouvindo naquele rádio fora de sintonia, uma espécie de “O Globo no Ar” local que usava a música “Aries” do Vangelis como tema. Durante as noticias nacionais o Rio de Janeiro era o foco principal:

“MADRUGADA VIOLENTA NO RIO DE JANEIRO COM ÔNIBUS INCENDIADOS, TROCA DE TIROS...”

Naquela hora bateu uma decepção em ser carioca, pois enquanto estava a 2000 km defendendo a Cidade Maravilhosa, uns manés estragavam meu trabalho, por interesse político. Na época foi comentado que os ataques eram um recado do trafico aos políticos eleitos e que tomariam posse em alguns dias.

E no Proximo capitulo...

NAMASTÊ!

MICHAEL MENESES!

Terça-feira, Julho 08, 2008

Diário de viagem de um Parayba – Parte 7

27/12/2006 - ITABAIANA/SE - Comidas típicas à rodo na autêntica Feira dos Paraibas(De verdade), revendo e conhecendo novos primos, treino do Tricolor da Serra...
Quando pequeno adorava visitar as tias(os) e a primarada em Itabaiana/SE. O tempo passou e comecei a gostar cada vez mais da cidade N:1 dos caminhoneiros do Brasil, mais até que da própria capital sergipana Aracaju. Hoje vejo Aracaju, Itabaiana, Campo do Brito... com uma visão de carioca, o que faz essas cidades se tornarem um único lugar, tendo em vista a distancia entre elas e se comparadas com as distancias entre muitos bairros do Rio.

Memórias... Foi em Itabaiana, cidade situada no meio do
estado de Sergipe(cidade em vermelho no mapa) que um anão de circo(não lembro ao certo se era mesmo anão, mas deixa para lá...) me ameaçou jogar na jaula de um leão quando tinha uns sete anos. Lá dei minha primeira chupada de língua(Tem a foto no meu Orkut e foi lá que outras coisitas aconteceram pela 1ª vez), lá assisti meu primeiro jogo de futebol profissional num estadio, lá escutava Queen em radio AM, som que não rolava nem nas FMs de Aracaju, foi lá que trabalhei com minha mãe na feira vendendo fogos nas festas Juninas a EXATOS 26 ANOS, durante a Copa de 1982. FOI LÁ UM MONTE DE COISA...

Fazia um tempo... Que mantinha contatos com o povo da cidade, pelo fato de ter criado AQUI NO RIO a comunidade orkutiana da ASSOCIAÇÃO OLÍMPICA ITABAIANA, time que menciono as conquistas dos seus títulos em meu blog, flog... Por conta disso alguns torcedores do Tricolor da Serra me esperavam para uma visita antes mesmo de resolver passar férias em Sergipe.

Ao chegar a Aracaju e avisar via Orkut que estava “LIVE IN SERGIPE”, causei certo espanto e teve até gente que “Correu do Pau” literalmente. Por outro lado uma torcedora do Itabaiana que há meses me convidava para um almoço se colocou a disposição para ser minha guia na cidade e acreditem, em Itabaiana um guia influente é fundamental. Dizem até que a cidade é mais violenta que a capital Aracaju, um lugar onde qualquer forasteiro é reconhecido de forma rápida e como queria sair fotografando tudo, ela foi à peça chave na programação pela cidade mais cebola de Sergipe.

Optei por ir à Itabaiana numa quarta-feira, pois são as quartas e sábados que acontece a feira local e sabia o que me esperava. UM MONTE DE GULOSEIMAS CASEIRAS GOSTOSAS. A feira é o que nós cariocas chamamos de “Feiras dos Paraibas”. Perto da feira de Itabaiana o Pavilhão de São Cristóvão/RJ é um shopping-center de tradições nordestinas, pois de feira aquele pavilhão não tem nada. Nos anos 80 escutava uma Tia dizer que a feira de Itabaiana só era menor que outras quatro feiras do nordeste, estas situadas em cidades maiores entre elas Caruaru/PE e Campina Grande/PB.

De ônibus, Itabaiana fica a não mais que “1 hora-rápida” da capital(não pergunte o que é “1 hora rápida”, mas essa é a definição). Cheguei à casa de Tia Maria por volta das 10hAM. Como sempre ela não poupou hospitalidade e carinho, logo oferecendo de tudo um pouco em um delicioso café da manhã.

Fui encontrar com a Guia, a senhorita Lorena que me esperava numa Praça onde meu falecido e único dos avôs que não conheci, teve uma bomba de gasolina(N.A: Antigamente em cidades que não tinha postos de gasolinas, os carros eram abastecidos assim). Na Praça descobri que o cinema onde fiz as primeiras “bagunças cinematográficas” tinha virado um supermercado. Seguimos para sua casa e fui avisando que não precisava se importar com o prometido almoço. Na sua casa conheci sua mãe, Dona Silvia que preparava o tal almoço. Pedi para não se preocupar, desculpei-me falando que estava em Itabaiana para comer besteira na feira. Dona Silva ofereceu um suco(acho que de caju) e não recusei. No entanto ambas insistiram que deveria almoçar o que acabou não acontecendo pelos motivos:
1.
Queria comer besteira na feira(biscoitos, bolos, rapaduras, amendoins, Adicurrim, pastel de queijo com caldo de cana...)
2. Fiquei com medo de Lorena não ter entender o quanto sou vegetariano e achar que eu comeria um ou outro determinado tipo de carne e certamente ficaria sem graça recusando um almoço feito para mim com, porem com carne.
3. Realmente queria comer besteira na feira(biscoitos, bolos, rapaduras, amendoins, Adicurim, pastel com caldo de cana...)SÓ PARA REFOÇAR!



Fomos para feira e no caminho Lorena mostrou a clínica dentária de um primo e parei para um alô. Disse de quem era filho, ele aos poucos me reconheceu e sugeriu combinarmos com meu primo Mauricinho uma pizza com vinho para colocar o papo em dia. Na feira e viajei nas imagens, cores e rostos típicos do nordeste. Revi coisas que a muito não via; relógios a venda mergulhados em banheiras como prova de resistência a água, vendedores de remédios com cobras, artesanatos típicos do nordeste e UM MONTE DE GULOSEIMAS.
Pedir a Lorena que me leva-se nas “fontes” tanto no quesito fotográfico como no quesito guloseimas e foi o que ela fez, aliás, fez muito bem...
Ela era a pessoa certa para me levar as fontes. Geral a conhecia, também pudera a mesma é neta de um ex-prefeito da cidade e ex-presidente do Itabaiana, e ainda desconfio que o mesmo foi professor de Latim da minha mãe nos anos 60. Além disso, Lorena e sua mãe trabalhavam com alimentação e fazem a mais famosa tapioca de Itabaiana a TV Cultura já fez matéria na casa delas por conta dessa tapioca e que inclusive algumas personalidades da Axé-Music e Pagode Nacional já provaram a Tapioca da Lorena.
(N.A. – Poxa! Eu tinha que estragar a parada e falando de Axé, Pagode...Que Nojo! Rsrsrs...)


CARNE CRUA – Não é banda é Carniceira mesmo!...
Fomos ao Mercado das Carnes de Itabaiana, me deparei com uma coisa que faria muito carnívoro aqui no Rio parar de comer carne em Sergipe. O mercado é um galpão mais ou menos do tamanho de uma quadra de futebol de salão onde feirantes vendem todos os tipos de carne, com quase nenhuma assepsia, fora de conservação frigorífica ou mesmo de gelo para dar uma conservada. As carnes são expostas na bancada dos boxes e as mesmas pessoas que recebem o pagamento, são as que pesam, vendem e servem à carne.


Depois de várias fotos... e minha mochila ficar pesada de tanta coisa para comer, voltamos a sua casa. Foi meio inconveniente da minha parte ver a decepção de Dona Silvia ao confirmar que não iria almoçar. Dona Silvia sugeriu a Lorena que me apresentasse ao pessoal de um programa de rock de uma rádio e a algumas pessoas da cena rock da local.



Itabaiana tem a sua cena rock... dias antes Os Paralamas do Sucesso tinham feito um show e até os Cariocas do Jason já tocaram lá. Inclusive uma vez encontrei o Sergio Warner(vocal do Jason na época do show e hoje vocalista do Aversão4) ele me disse:
“Pô, Parayba tocamos na sua terra, em Itabaiana!”

Lorena já havia me apresentado pelo MSN ao Fabio, um advogado da cidade que tem uma importante banda de blues, a Urublues. Estivemos duas vezes em sua casa e ele não estava. Em Itabaiana ninguém o conhece simplesmente por Fábio, e sim por Dr. Fabio, aliás, qualquer Medico, Advogado, Juiz, Dentista... Todos são conhecidos por Dr. Fulano, Dr. Beltrano, Dr. Ciclano... Foi o Fabio quem hospedou o Jason quando a banda tocou em Itabaiana.

Segui para casa da minha tia(onde também não almocei) e no caminho encontrei com meu primo Binho de Bicicleta fomos a sua casa, falamos com seu pai, conheci seus filhos e sua esposa.
Seu pai sugeriu pega as bikes e irmos ao Sitio onde eles trabalhavam para ver meu primo Jorginho, passar na casa do seu irmão e meu primo mais velho o Eduardo e da sua irmã mais nova Mislene. Seguimos de bike para o sitio e até lá o rock se fez presente com o pessoal sacaneando um dos funcionários da olaria, pois ele gostava de rock e logo começou a falar comigo.

Na volta dei passei na casa do meu primo Eduardo... que não me reconheceu logo de cara, já sua esposa foi reconhecendo aos poucos, conversei um pouco com ela, seu filho mais velho que vi no colo, também já estava encaminhado ao mundo do rock e os mais novos olhavam timidamente para mim.

Voltei à casa de Tia Maria comi alguma besteira... Almoço nem pensar. Contei para ela que tinha dado uma passada no consultório do Zé Walter e ela disse que minha prima Kika trabalhava em uma ótica vizinha ao consultório.

Associação Olímpica Itabaiana... Durante o dia ouvia carros de som anunciando que a noite aconteceria uma cerimônia de posse da nova diretoria do clube e que no dia seguinte teria um jogo amistoso conta o Atlético de Alagoinhas(BA). Combinei com Lorena de irmos ao treino, perguntei quais as chances de irmos à cerimônia e ela respondeu que as chances eram todas e disse a ela que de qualquer jeito eu iria ao jogo.

O treino do Tricolor da Serra... Fim de tarde bonito no Agreste Sergipano, encontro com a Lorena e fomos ao estádio e chegamos junto ao ônibus que trouxe o elenco para a temporada 2007 para o treino, dentro do estádio conheci Badock uma figuraça de Itabaiana que escreveu um livro sobres as origens das famílias e personalidades da cidade, tendo inclusive mencionado o meu avô no livro. Não demorou para ele falar quem era meus tios(as), primos(as) sem ao mesmo saber quem eu era e até falou que a bomba de gasolina do meu avô estava na praça até pouco tempo. Na arquibancada ficamos conversando sobre o time, o treino, e futebol com um todo. Curioso é que um dos torcedores presentes era a cara do Valcimar da banda carioca Ataque Periférico.

O sol ia se pondo por trás do estádio e a minha frente à vista da tentadora Serra de Itabaiana me dava à certeza que não voltaria ao Rio sem uma ida ao ponto SUPLEMO DE SERGIPE.







A viagem por Itabaiana continua...

NAMASTÊ!
MICHAEL MENESES!

So não achei a Rock Press!

Igreja Tricolor!

Exercito Tricolor!

A Prefeita da cidade é amiga da minha mãe, mas nem ligo!

Predio da Radio Pricesa da Serra, antigamente ai era um cinema porno e já conte aqui no blog que quase que meu primeiro filme porno foi nesse cinema, só não vi o filme, poi so proteiro não deixou eu entrar por que estava de short.

Muitas gulosemas!

CAMPO GRANDE!

ESSE BAIRRO ME AMA, ONDE EU VOU ELE VEM COMIGO, OU SE APRESENTA DE ALGUM JEITO!

Meu Primos produzindo telhas na Olaria!

Tive que pular desse ponto da aquirbancada uma vez por ocnta de uma confusão. Isso foi na primeira metade dos anos 80 num jogo do Itabaiana X Confiança. Na época a aquibancada parecia ter metros e metros de altura.

Um dos priemiros treinos da temporada 2006/2007 e assim começou a arrancada para o bi-Campeonato da Copa do Governador 2007!

Cadeiras Especiais!

Veja a Roda-Gigante e ao fundo a Serra de Itabaiana! - No inicio dos anos 80 um avião que levava politicos da Bahia para Pernambco se chocou com a Serra, meu Primo Binho falou que chegou a pedir para o bilheteiro da Roda-Gigante para dar uma volta de graça só para ver as explosões!

Quarta-feira, Abril 16, 2008

Diário de viagem de um Parayba – Parte 6

24-12-2006 – A Evolução do Natal Sergipano (ou ao menos o começo da evolução)

Nos anos 80 as festas de final de ano eram celebradas com base na programação da TV Globo! Afinal: “Hoje a festa é sua, hoje a festa É NOSSA...”. Ano à ano geral se preparava para “As Tantas Emoções” de Roberto Carlos Especial. Passado 16 anos o mundo capitalista chegou a Sergipe, e as tradições natalinas que a meu ver são sem significados, agora fazem parte das tradições locais.

Na manhã de natal, fui com meu primo Mauricio no Conj. Habitacional Sta. Tereza visitar minha casa, porém, o atual morador não estava e por conta disso não pude entrar na MINHA CASA. Era de certo modo estranho olhar o muro da minha casa e ver que o mesmo era pequeno comparando as lembranças dos anos 80. Entre as memórias uma pichação de minha autoria onde escrevi “PUNK”, com tinta óleo e um pincel, que já não era mais visível naquele muro. Conversamos com Dona Socorro a vizinha da casa e famosa em todo o Conj. pela sua fama de manter as ruas próximas das nossas casas limpas, sua fama lá é tão grande que acredito que a COMLURB aqui no Rio já a teria usado como garota propaganda. Fui à casa de um amigo conhecido como Neném e famoso pelas suas “ESTÓRIAS”, como JACARÉS COM MAIS DE 50 METROS, BRIGAS ESPETACULARES, COBRAS INFINITAS... Neném foi parceiro e/ou presenciou um monte das merdas que fiz nos anos 80 pela Sta Tereza. Quem leu esse blog em seu início deve lembrar que contei que tive uma banda chamada “Nojentos”, era ele o guitarrista e hoje ele toca gaita e tem uma banda de Blues. Conversando com a irmã e a mãe dele, fiquei sabendo que ele casou e é pai de gêmeos, deixei o meu contato para ele me ligar, mas acabou que não conseguimos nos falar e só há alguns meses ele me achou no Orkut. Um fato curioso foi à mãe dele contando que fui reconhecido na TV por várias pessoas do bairro, ela não soube precisar que evento foi, mas falou algo relacionado à um jogo ou evento de grandes proporções.

Saindo da minha casa fomos numa rua vizinha na casa de uma familia que eram nossos vizinhos na já mencionada R. Arnaldo Dantas em 1980. O caçula da família foi um dos primeiros amigos de infância e hoje é musico da noite, tendo inclusive realizado shows aqui no Rio em confraternizações de final de ano e até numa empresa de Campo Grande/RJ(acho que foi a Michellan). Algumas pessoas no bairro olhavam-me de forma curiosa do tipo “Será que é ele?”, acenava para alguns que reconhecia(ou achava conhecer), inclusive o irmão ciumento de uma garota que dei uns beijos no passado a quem chamava de Pepe-Pimentinha em homenagem ao desenho do Snoop.

Saindo do conj. passamos pelo Col. Fênix cuja dona é minha amiga e sempre mencionada aqui no RJ como “Ex-futura-namorada”. Notei uma das portas aberta e resolvi ver se ela estava lá. Não havia ninguém e dias depois soube que a porta nunca era fechada.

Formos ao supermercado e no caminho passamos em frente ao palco que estava sendo montado para o Pré-Caju 2007 evento máximo da AXÉ-MUSIC(que nojo) em Sergipe.

Já era noite quando recebi uma mensagem de feliz natal pelo Celular de uma menina que levaria para cama já em minha primeira noite de volta ao Rio. Aos poucos alguns parentes e amigos chegavam à casa da minha Tia Evania, mas o destaque foi o encontro com minha Tia Dete, a mais conservadora de todas as Tias(os), e de todos os tempos. Nos anos 80 ela pegava no meu pé legal, hoje os tempos passaram e não estou nem aí para o conservadorismo dela e ela não está ai para meu livre-arbítrio.

Em uma mesa eu, ela Vinícius, Ricardo Pequeno e Tayane, o papo fluía descontraído, regado a muita coca-cola e girava em torno das minhas traquinagens do passado(até as do presente), da violência no Rio onde sempre defendia o Rio, fotografia(falei que fotografo para as Revistas Rock Press, Igreja Nova Vida... ela é evangélica e achou curioso Rock & Religião, unidos na minha profissão), e claro meus estudos, nessa hora aconteceu um comentário mais ácido que nem dei atenção, mas que dias depois fiquei sabendo que um dos meus primos tinha se magoado com o que foi dito a minha pessoa. Ela comentou que não imaginava que um dia eu tomaria gosto pelos estudos e chegando à faculdade. Respondi que continuo sem gostar de estudar e que a verdade é que gosto de aprender, ler, mas não da OBRIGAÇÃO de estudar.
Com descontração fomos para a ceia em seguida para o 2ºAndar da casa e acabei cochilando no sofá, porém lembro que minha prima Cíntia e meu Tio Galo chegaram e até fui FOTOGRAFADO DORMINDO.

25 12 2007 – Aracaju conhece a minha famosa Pipoca!
O dia foi marcado pela visita das primas Ingrid e Jamile(filhas do Tio Galo) que foram passar o dia com a gente(Eu, Ricardo Pequeno, Tayane, Vinicios...). Jamile foi umas das primas que praticamente não vi crescer, era muito pequena quando saí de Aracaju. À tarde alugamos uns filmes. Escolhi a nova versão de Poiseedon em nome dos anos 80 quando os tios e primos sempre assistiam à primeira versão e achei justo manter as tradições da família e apresentar o Remake para a Nova Geração. Entre os outros filmes estava Espíritos(Em nome da fotografia). Quando tomei a iniciativa de fazer a pipoca tomei conhecimento que não existia o Pó-Magico na dispensa da casa e tivemos que ir comprar, claro que comprei tal pó escondido. A fama da minha Pipoca Verde já havia chegado à Aracaju, tive a certeza quando minha prima Tayane comentou que minha irmã havia feito explanações positivas sobre o meu maior dom culinário.
Geral tentou descobrir o que coloquei na pipoca, teve até gente acertando, mas O PODER MICHAEL de persuadir fez com que elas ficassem na dúvida se de fato era o tal produto citado. Todos zoaram na sessão de filmes e ao final de Espíritos, iniciei uma pequena guerra de almofadas e depois as outras meninas foram lavar a louça(ou apenas olhar quem lavava a louça), e segundo Ricardo Pequeno as mulheres tinham que lavar a louça para pagarem o que comeram.
Finalizando a noite as meninas foram visitar o Orkut alheio para saber das fofocas e ficamos zoando as lamentações delas ao encontrar fofocas indesejáveis.

26 – 12 – 2006 – Shiley, Isolina, Conj Sta Tereza
Pela manhã minha Tia Sonia me avisou e ao meu primo Vinicius para esperamos pela visita da minha prima Shiley que estava de passagem por Aracaju, e ao saber da minha presença queria me ver e ao seu irmão.
Shiley tem uma diferença de 2 ou 3 anos mais nova que eu. A mesma casou-se e foi morar em Penedo(AL). Conheci seu marido, sua filhinha e a mesma já apresentava uma linda barriga já que estava novamente grávida. Conversamos um pouco e descolamos uma carona com eles para irmos(eu e Vinicius) entregar a encomenda da Tais, uma amiga do Vinicius, que veio morar aqui no Rio pertinho da minha casa e me pediu para entregar uns presentes para uns parentes dela em Aracaju. No carro, Shiley ficou fascinada com a história do meu romance com Julie(a Americana que conheci no show dos Stones, em Copacabana). Ela ria muito ao saber que meio que namorei por 1 mês uma americana que não falava a minha língua e que também não falando a dela.
Chegamos à casa do Primo da Taís, trocanmos uma idéia com ele e em seguida voltei para casa, e Vinicius foi para Campo do Brito.

À tarde, meu destino era novamente o Conj. Sta. Tereza, dessa vez para reencontrar a tal “Ex-futura-namorada”. Ela me explicou pelo tel que sua atual casa ficava numa área próxima ao Sta. Tereza e em frente ao Aeroporto. Essa área era um sítio na época que morei em Aracaju e que aos poucos foi virando um monte de casas e até outros conjuntos nos 16 anos que estive fora.
Procurei a tal casa, pedir umas informações e acabei achando a rua, onde umas crianças brincavam, ainda não sabia, mas 3 dessas eram os filhos de Isolina e Cida. Cheguei à casa de Cida e ela não me reconheceu logo de cara, mas após os comprimentos ofereceu-me um suco de cajú(ou de alguma fruta típica do nordeste) e ficamos conversando na porta de sua casa sobre os 16 anos que se passaram.
Isolina estava dando aula em uma escola pública num bairro vizinho chamado Mosqueiro(O ano letivo escolar continuava firme e forte nas escolas públicas de Sergipe) e ligou pedindo que a esperasse. Minutos Isolina e seu marido chegaram, mesmo ela dentro do carro percebi que a mesma estava eufórica ao me rever. Passados os cumprimentos fomos à sua casa e colocando o papo em dia, a noite foi chegando e ela teria que ir dar aula numa escola pública do Sta Tereza e me convidou para ir com ela e seu marido. Acompanhei os dois e fiquei com seu marido batendo papo no carro enquanto ela dava uma rápida aula. Como o cara ouvia rock nos anos 80 o papo não poderia ser outro.

Voltamos para o jantar e minha fama de “Michael Pão” prevaleceu! Mas assim com no Rio em Aracaju não tem ônibus circulando a noite toda por alguns pontos da cidade, mesmo que esse ponto seja EM FRENTE AO AEROPORTO, chegou minha hora de ir ralar peito, mas prometendo voltar ao Sta. Tereza.

No próximo capitulo:
Comidas típicas à rodo na autêntica Feira dos Paraybas, Cerimônia com a Associação Olímpica Itabaiana, Beijo na Boca, primeiras noites dormidas em Itabaiana, ITABAIANA 0 X 2 Atlético de Alagoinhas(BA), Ônibus incendiado...
NAMASTÊ
MICHAEL MENESES!

Quarta-feira, Dezembro 12, 2007

Diário de viagem de um Parayba – Parte 5

Piscina, Cerveja, Shopping e Karne Krua - 23/12/2006

A manhã de natal teve inicio com uma maratona de cerveja na piscina com meu primo Mauricio. A expectativa do dia era o show que a Karne Krua faria a noite em Itaporanga d´Juda.(Cidade nunca antes visitada) num festival de cultura regional. Por volta das 15h fui pela 1ª vez ao Shopping Jardins comprar pilhas recarregáveis para câmera, pois gastava horrores com Alkalinhas. Até ai tudo bem só que resolvi fazer isso direto da piscina. Por isso fui descalçado ao mais luxuoso shopping Sergipano.

Lembro do inicio das obras desse Shopping no final dos anos 80. Assistia da janela do antigo AP do Mauricio. Era um ime
nso terreno com caminhões indo e vindo. Hoje a região é conhecida como Jardins, uma área nobre de Aracaju.

Como tudo em Aracaju é perto, não demorou em chegamos. Perguntei ao meu primo se é permitido fotografa nos shoppings de Aracaju, já q
ue não perderia a chance de posar para fotos naqueles trajes, ele respondeu que não tinha problemas. Tentei agir com naturalidade em relação a ausência de calçados, mesmo porque é nessas horas que TIRO ONDA com quem tem vergonha de VIVER e só paga mico CHAPADO.

Alem de comprar pilhas, ainda aproveitaria para zoar uma prima que trabalha em uma chiquerrima loja de óculos do shopping e que nasceu dias depois que minha irmã. Por conta da função dela a tática da sacanagem era entrar na loja e assim que ela atendeu um casal, fui direto a ela, fingindo ser cliente e...
EU (Com shot de banho, camiseta e de pés descalços) - Boa tarde, vocês fazem limpeza em lente de câmera fotográfica?
Ela (Muito bem vestida socialmente) – Não, não fazemos!
EU – Você conhece alguma loja em Aracaju que fa
ça esse serviço, sou fotografo do Rio e minha lente sujou?
ELA – Não conheço!
Percebi que ela não me reconhecia e dei uma pista.

EU – Mas o seu nome é Ingrid?
Espantada, e depois de alguns segundos a ficha caiu, e Mauricio aparece.
Conversamos rapidamente e vamos embora.


Voltando ao Roler no Shopping!

Queria uma foto que mostrasse a minha presença no shopping, exibindo marcas de lojas ou do próprio shopping e meus pés descalços.
Até posei para uma foto em homenagem a minha ex-namoradinha americana que conheci no show dos Stones em Copa. Mas não conseguia nada que fosse realmente relevante ao fato de está descalço. Vale lembrar que era 23/12, muita gente realizava as ultimas compras do ano e o shopping estava lotado.
Posei para uma foto na Pça de alimentação tendo o logo do shopping em cima da minha cabeça, mas foi quando estava saia do shopping que encontrei ESSA FOTO!
O roler no shopping durou uns 40 min e até ali nenhum segurança tinha censurado as fotos. Mas justamente quando fiz essa foto, foi que um deles veio perguntar por que fotografava. A desculpa do meu primo foi que eu era turista e queria registrar todos os pontos turísticos de Araca
ju (No caso o tapete do shopping), já a minha ética jornalista falou alto e falei que queria eternizar o fato de ir ao shopping com pés descalço pela primeira vez NA VIDA. Fato curioso foi que neste exato momento um membro da comunidade que fiz para o time do Itabaiana/SE no Orkut, me reconheceu, mesmo sem nunca termos nos vistos pessoalmente, ele me reconheceu pelas minhas fotos no Orkut. Tomei conhecimento do fato ao entra no orkut no inicio da noite e ler um scap do cara contando que me viu tirando foto com os pés descalços na porta do shopping.
Voltando para casa, vários muros de condomínios com pinturas e grafites com trabalhos de bom gosto, uma boa iniciativa espalhada por toda cidade.

A Noite da Karne Krua de um Vegetariano

Guardo com muito carinho o único show da Karne Krua que vi em agosto de 1990, no Fest-Rock do Conj. Sol Nascente. Passaram 16 anos e fiquei muito feliz em saber que teria a chance de assistir um show da Karne Krua (Banda mais importante do Rock Sergipano). Depois que sair de Aracaju no fial de 1990, sempre ficava feliz em ver algo sobre a banda em Zines, Revistas, TV, Sites etc... Também me empolgava em encontrar alguém aqui no Rio ou em SP que conhecia o trabalho da banda.
Ciente que o show da Karne seria uma resenha na Rock Press. Encontrei com Aldevan no Bat-Ponto-de-Encontro e fomos até a Pça da Catedral encontrar com o Roberio velho amigo e ex-vocalista da banda Manicômio, banda responsável pelo primeiro show de rock da minha vida, ainda encontramos com Zezinho figuraça das antigas que conheci quando ele trabalhou na Lokal Records(antiga loja do Silvio da Karne Krua).
Seguimos para o município de Itaporanga D´ajuda(Aproximadamente distante 1h de Aracaju) No carro o papo girou sobre a Cena Rock Sergipana de ontem(anos 80) e de hoje (Que dizer, dezembro ultimo), foi inevitáve
l não tocar no falecimento do meu amigo Bruxo, que faleceu no carnaval de 1991, dois meses depois que voltei ao Rio e só assim entendi um pouco como a morte dele decorreu.

Chegando à Itaporanga, procuramos o Centro Cultural Pref. Arnaldo R Garcez
e lá encontramos Silvio e demais músicos da Karne, e todos inconformados com a probabilidade do show não ocorrer, por problemas no som, foi ai que um dos músicos da Karne Krua e funcionário da filiada da TV Globo/SE comentou:
- Vocês têm que ver a bateria da banda que ta tocando agora!
O mesmo olhou para mim e disse:
- Veio, você é fotografo não é? Então você tem que fotografa essa bateria, vamos lá!
Falei alguma coisa em relação ao meu ingresso e ele muito puto com a situação nem se importou
com o fato do Espaço ficar sem o valor de um pagante. RsRsRs...

Entrei em uma grande quadra e encontrei uma banda tocando para NINGUEM além do Tec.do som e uma meia dúzias de pessoas do outro lado da quadra.

A banda foi seria a mais curiosas que já vi, se não existisse Os Legais.
Plagiando o HINO “A Casa” de Vinicius de Morais entenda melhor a banda:

Era uma banda muito engraçada,
Não tinha Baixo não tinha Guitarra,
Ninguém podia sintetizar,
Porque teclado não tinha ali,
Ninguém podia agitar na roda,

Porque publico não tinha ali,
Ninguém podia pedir palheta
Porque palheta não tinha ali,
Apresentava-se muito chapada,

Por conta do Álcool e se chamava Os Merdas

OBS 1: Sim, EU SEI o final ficou PODRE!
OBS 2: Que Vinicius de Morais me Perdoe!

Sua bateria se tratava do CLÁSSICO & LENDARIO modelo feito de lata! Baterias desse tipo viram lendas do tipo: “Banda “X” quando começou, ensaiava com uma bateria de lata”. O nome da banda era Os Merdas. (não confundi com a banda Merda do Espírito Santo). O som da banda fazia justiça ao nome. No repertorio alem de musicas próprias uns covers como; Papai Noel dos Garotos Podres, famosa canção natalina.
Ao final do primeiro “show” de rock que vi em Sergipe em 16 anos(O ultimo foi do BSB-H(DF) no Rock In Bica - III em 22/12/90 na Bica de São Cristóvão). Fui fazer fotos da tal bateria e sem querer, derrubei uma garrafa pet com o que pensei ser “água”, pedir desculpas a um dos músicos que nem deu muita importância. Ao sentir o cheiro do liquido espalhado no chão, virei para o musico e perguntei:
- Cara isso é Alcool?
Sem falar nada o mesmo afirmou sorrindo, balançando a cabeça e dando uma golada!
Os Merdas desmontaram seu “equipamento de palco”, e foi tosco ver
um deles jogando a bateria do alto do palco, só para não descer com todo cuidado pelas escadas, acredito que aquilo tenha no mínimo desafinado o instrumento. RsRsRs...
A próxima apresentação foi de uma banda de Pífanos, enquanto que se estudava a possibilidade da Karne tocar ou não. Do lado de fora o atual publico rock sergipano chegava para o show da Karne nas imediações do ginásio.

Depois de muito stress ficou claro que não haveria show da Karne Krua. Resolvemos voltar para Aracaju para bebemos. Na volta a lamentação do fato de não ter acontecido o show e novamente os papos sobre a cena rock carioca, sergipana, paulista...

Fomos ao Bar Muquifo, conversamos e bebemos por um bom tempo e aos poucos a galera foi partindo só restando Eu, Roberio, Babalu(musico da Karne e de outras bandas de Sergipe), Silvio da Karne Krua e sua esposa, Aldevan e esposa, seguimos para a Pça da Bandeira onde comi O MELHOR QUEIJO QUENTE DA MINHA VIDA.


Fui convidado pelo Silvio e esposa para passar o dia de Natal num sitio na histórica cidade de São Cristóvão (3º cidade do Brasil), mas acabei não indo.

Sempre lamento que fui a Sergipe e não assistir ao show da Karne Krua, em especial pelo fato que dias depois do meu retorno aconteceram dois shows sendo um deles para MILHARES DE PESSOAS na praia no Festival de Verão de Aracaju, mas ao menos os papos com a galera das antigas foram produtivos.
Resta espera por uma volta a Aracaju e/ou pela chance de ver a “Karne Krua em Karne Viva” ou quem sabe que alguém organize um show da banda aqui no Rio. Se não fosse o valor das Passagens já teria agitado isso nos PARAYBA ROCK FEST da vida.

No Próximo Capitulo:
Papo cabeça com Tia Dete na noite de Natal


Namastê!
Michael Meneses!